A assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras em educação de Ilhéus – docentes e não docentes -, realizada quinta (30/04), rejeitou a proposta apresentada pelo Executivo Municipal, após a apresentação da ata de reunião que expôs pontos considerados inaceitáveis pela categoria.
A proposta não assegura reajuste linear no plano de carreira dos não docentes, o que desconfigura a tabela salarial e aprofunda desigualdades internas. Para os docentes, contratados e efetivos, o Executivo nega o pagamento retroativo à data-base de janeiro, mesmo após cinco meses de perdas acumuladas em 2025.
Além disso, os profissionais contratados passaram dois meses recebendo abaixo do piso, mesmo após a publicação do decreto no fim de janeiro — uma situação que fere direitos básicos e compromete a dignidade do trabalho.
Somam-se a isso as condições precárias de trabalho, que se arrastam por diversas gestões e chegaram ao limite. Falta de estrutura, sobrecarga, adoecimento e desânimo tornaram-se parte do cotidiano de quem mantém as escolas funcionando.
Neste 1º de Maio, a categoria reafirmou: não há educação de qualidade sem valorização real, sem respeito aos direitos e sem condições dignas de trabalho. A recusa da proposta não é um gesto isolado – é um alerta. A educação de Ilhéus precisa ser tratada com seriedade, responsabilidade e compromisso com quem a constrói todos os dias.


