segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ACM Neto não garante a vaga de Marcelo Nilo na chapa ao senado

Neto ponderou que não houve promessa formal de espaço na chapa majoritária para Marcelo Nilo

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), comentou o cenário de formação da chapa majoritária de oposição durante entrevista à TV Band Bahia. Ele falou sobre o papel do ex-deputado Marcelo Nilo, a possibilidade de participação do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo de Carvalho, e o perfil que busca para a vaga de vice.

Ao abordar o nome de Marcelo Nilo, ACM Neto destacou a relevância política do ex-parlamentar e sua atuação no campo oposicionista, mas ponderou que não houve promessa formal de espaço na chapa majoritária. “Marcelo Nilo é um quadro de grande valor, tem se destacado por ser uma das vozes mais importantes da oposição. Agora, nunca houve palavra dada ou compromisso assumido de que ele necessariamente seria candidato. Independente de estar ou não na chapa, Marcelo marchará conosco e vai ser um homem importante nessa eleição”, afirmou.

Sobre Zé Ronaldo, atual prefeito de Feira de Santana, ACM Neto disse que veria com entusiasmo a eventual presença do gestor na disputa majoritária, mas reconheceu que, no momento, a prioridade do prefeito é a administração municipal.

“Seria uma alegria enorme poder contar com Zé Ronaldo disputando eventualmente um lugar nessa chapa. Ele, por enquanto, tem mostrado que a sua prioridade, o seu foco é continuar o trabalho como prefeito de Feira, mas muitas conversas ainda vão acontecer até o mês de março, quando nós vamos anunciar a nossa chapa”, declarou.

Neto explicou que a definição da vaga de vice-governador ainda não avançou porque o foco inicial está no fechamento das duas posições ao Senado. Mesmo assim, ele adiantou quais critérios pretende adotar para a escolha.....

De acordo com ACM Neto, o nome ideal deve ter forte ligação com o interior do estado, densidade eleitoral fora da capital e conhecimento da realidade baiana. Ele citou Zé Ronaldo como exemplo de perfil que atende a esses requisitos, além de mencionar outras lideranças lembradas em conversas recentes.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

SUTRAM contrata empresas no valor de R$ 9 milhões para auxiliar na fiscalização do trânsito em Ilhéus

Novos contratos preveem monitoramento eletrônico, fiscalização do trânsito e apoio à mobilidade urbana

A Autarquia Municipal de Transito de Ilhéus (SUTRAM) firmou dois contratos com empresas que atuam no setor, por meio de pregão eletrônico, que somam cerca de R$ 9 milhões.

Um dos contratos, feitos com a empresa MOBIT que tem sede na cidade de Caucaia, no Ceará, tem um valor de R$ 7.442.521,80 e tem por principal objetivo prestar serviços de monitoramento eletrônico, apoio à segurança pública e gestão da mobilidade urbana para atender às necessidades da autarquia municipal de trânsito de Ilhéus, conforme consta em documento vazado à um órgão de  imprensa de Salvador. O contrato foi assinado no dia 8 de outubro do passado e tem validade até outubro de 2026.

O outro contrato foi firmado com a W2E Soluções Tecnologia, com sede em Fortaleza. A empresa vai atuar no "apoio tecnológico ao processo de fiscalização, gestão de procedimentos e medidas administrativas inerentes às infrações de trânsito e demais atividades afins da autarquia municipal de trânsito de Ilhéus".

A referida empresa atua nas atividades de: pintura para sinalização em pistas rodoviárias e aeroportos, obras de urbanização - ruas, praças e calçadas e montagem e instalação de sistema e equipamentos de iluminação e sinalização em vias públicas, portos e aeroportos. O valor desse contrato é R$ 1.643.999,94 com vigência entre outubro de 2025 a outubro de 2026.

Movimento não tem Líder, não tem dono nasceu do diálogo coletivo


Um movimento formado por cidadãos, educadores e lideranças comunitárias tem ganhado força em Ilhéus ao cobrar mais transparência do poder público sobre a aplicação dos recursos arrecadados com multas de trânsito no município.

O professor Emenson Silva, um dos participantes do grupo, afirma que a mobilização é resultado de uma coordenação coletiva e que não se coloca como líder do movimento. Segundo ele, a iniciativa nasce do diálogo entre pessoas preocupadas com os rumos da cidade.

“Esse não é um movimento de vaidade ou protagonismo. É uma construção coletiva. Não existe dono. Existe responsabilidade com Ilhéus”, destacou.

De acordo com Emenson, a principal reivindicação é que o governo municipal apresente, de forma clara, os estudos de viabilidade, as planilhas de investimento e a destinação dos recursos provenientes das multas.

“A população precisa saber: quanto é arrecadado, onde esse dinheiro está sendo aplicado e qual é a real finalidade dessas multas. Falta transparência”, afirmou.

O movimento também critica o que chama de “cartel das multas”, termo usado para se referir ao aumento no número de radares e autuações na cidade. Para os integrantes, esse modelo não contribui para a educação no trânsito nem para o desenvolvimento urbano.

“Uma cidade com quase 500 anos de história não pode ser tratada apenas como fonte de arrecadação. Ilhéus precisa de políticas públicas que priorizem educação, mobilidade e respeito ao cidadão”, reforçou o professor.

Os organizadores defendem que os recursos arrecadados sejam investidos em sinalização, campanhas educativas, melhoria das vias e projetos de mobilidade urbana, fortalecendo a segurança no trânsito e a qualidade de vida da população.

O grupo afirma que continuará promovendo debates, encontros e ações públicas até que as informações solicitadas sejam divulgadas oficialmente pelo poder municipal.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Ilhéus não havia se manifestado sobre as demandas apresentadas .

sábado, 31 de janeiro de 2026

STJ determina retomada de inquérito sobre compra de respiradores por Rui Costa no período da pandemia

Segundo o Ministro Og Fernandes novas evidências justificam a retomada das investigações sobre os respiradores


O Jornal o Estado de São Paulo trouxe na edição de hoje 31 de janeiro, a informação que O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a retomada do inquérito da Polícia Federal que apura irregularidades na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, época em que Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, atuava como governador da Bahia e presidia o Consórcio Nordeste.

A investigação ganhou novo fôlego após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizar, em agosto do ano passado, a existência de novos fatos que poderiam ligar Rui Costa aos supostos crimes.

Na decisão da última sexta-feira (30), foi fixado que a investigação irá focar no prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos. Vale lembrar que o processo chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Flávio Dino.

A Polícia Federal terá um prazo de 90 dias para realizar novas diligências e reportar o andamento das apurações ao STJ. 

Angelo Coronel rompe com base do PT na Bahia e fala em deixar o PSD


O senador Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD e o afastamento do grupo político comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi confirmada neste sábado (31), e encerra um impasse dentro da base governista da Bahia. Coronel informou que disputará a reeleição ao Senado em 2026 pelo campo de oposição no estado, o que pode indicar o União Brasil como destino do político.

A saída ocorre após uma crise interna no PSD baiano, intensificada depois da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido. O movimento colocou Coronel e Otto Alencar em lados opostos e aprofundou a tensão após Caiado declarar apoio a ACM Neto na Bahia. Coronel foi acusado de procurar o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, sem conhecimento da direção estadual, o que levou Otto a classificar a situação como “difícil” e uma quebra de confiança.

Coronel chegou a comentar com interlocutores sobre as trativas para tentar dar um golpe e tomar o comando do partido, e afirmou que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar. Desde então, Coronel vem sendo acusado de estar agido nos bastidores contra Otto e tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União).

"Eu quero que fique bem claro isso para os baianos, eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado? Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral.”