domingo, 26 de julho de 2026

July Neves, radialista da Rádio Bahiana, recebe homenagem da Câmara de Vereadores no Julho das Pretas*


A radialista da Rádio Bahiana de Ilhéus AM 1310, July Neves, foi uma das homenageadas durante a audiência pública realizada na sexta-feira (24), na Câmara de Vereadores de Ilhéus, em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e de Tereza de Benguela, data que integra a programação do Julho das Pretas.

O reconhecimento foi concedido pelos relevantes serviços prestados ao município e por representar a força, a resistência e a importância da mulher preta na sociedade. A cerimônia reuniu autoridades, representantes de movimentos sociais e mulheres que se destacam em diferentes áreas de atuação.

Emocionada, July Neves agradeceu pela homenagem e destacou o compromisso que mantém com um jornalismo voltado para a população.

“Recebo essa homenagem com muita emoção e reafirmo meu compromisso com um jornalismo social, comprometido com a voz da população. Como mulher negra, evangélica e radialista, agradeço a todas as mulheres que abriram caminho para que eu pudesse estar aqui hoje. Também agradeço à Rádio Bahiana pela confiança depositada em meu trabalho”, afirmou.

Durante o discurso, a comunicadora dedicou a homenagem às mulheres de sua família, lembrando especialmente de Maria Almira, vítima da violência doméstica.

“Quero dedicar esse reconhecimento às mulheres da minha família, Maria Almira, Maria Tereza e Carla. A Maria Almira que foi vítima da violência doméstica e teve seu filho ceifado dentro de casa em decorrência dessa violência, antes mesmo do meu nascimento. Essa história fortalece ainda mais o meu compromisso com a luta por justiça e igualdade”, declarou.

July também fez um agradecimento ao pai, destacando os ensinamentos recebidos ao longo da vida. “Agradeço ao meu pai, que me ensinou a nunca baixar a cabeça para homens nem para o patriarcado”, concluiu.

sábado, 25 de julho de 2026

Adélia aponta formação de novo polo logístico no eixo Ilhéus-Itabuna

Pré-candidata relaciona transformação aos investimentos em infraestrutura e defende qualificação profissional para os novos empregos


A professora, médica e pré-candidata a deputada federal Adélia Pinheiro (PT) afirmou que os investimentos em infraestrutura abrem uma nova perspectiva econômica para Ilhéus, Itabuna e os municípios do entorno. Segundo ela, a região começa a ocupar posição estratégica na movimentação de pessoas, mercadorias e serviços. A avaliação foi feita neste sábado (25), durante entrevista ao programa Central de Política, da Interativa FM, de Itabuna.

“Esse conjunto de investimentos muda completamente o perfil e coloca Ilhéus e Itabuna como centro de um novo polo logístico importante no Litoral Sul e no sul da Bahia. Nós precisamos estar atentos a isso”, declarou Adélia.

A pré-candidata citou a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, o Porto Sul, a BA-649, os contornos norte e sul de Ilhéus, a Ponte Salvador–Itaparica e os investimentos no aeroporto Jorge Amado. Na avaliação dela, a combinação desses projetos fortalece a ligação entre os dois maiores municípios da região e amplia a conexão com outros territórios da Bahia.

Adélia observou que a integração entre Ilhéus e Itabuna já ultrapassa os limites administrativos. As duas cidades compartilham fluxos econômicos, serviços públicos, mercado de trabalho e deslocamentos diários. “A conurbação, quer dizer, a união das duas cidades, já é um fato concreto. Ilhéus e Itabuna formam um polo muito importante de comércio e serviços, e isso se espalha para a região inteira”, afirmou.

A nova rodovia entre Itabuna e Ilhéus foi apontada como um dos principais elementos dessa transformação. A primeira etapa da BA-649 foi entregue pelo Governo da Bahia após um investimento superior a R$ 290 milhões. A estrada cria uma nova frente de integração territorial e se articula com os futuros contornos de Ilhéus. “Todos esses investimentos chegam unindo mais fortemente Ilhéus, Itabuna, o litoral e a região metropolitana”, disse Adélia.

Flávio Bolsonaro lidera rejeição em pesquisa Datafolha

Foto: Sergio Lima/AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como o candidato à Presidência com a maior rejeição no levantamento mais recente do Datafolha. Segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (24), 48% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O índice coloca o senador na frente de todos os demais nomes avaliados pelo instituto.

Logo atrás surge o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rejeitado por 46% dos entrevistados. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois resultados são considerados tecnicamente empatados. Flávio e Lula repetem exatamente os mesmos percentuais do levantamento anterior, sem variação significativa.

Entre os outros nomes testados, a rejeição cai de forma expressiva. Romeu Zema (Novo) registra 13%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 12% cada. Nenhum outro presidenciável ultrapassa esse patamar, o que reforça a concentração de rejeição nos dois primeiros colocados.

Os números indicam que as recentes crises envolvendo a campanha de Flávio não alteraram de forma relevante sua avaliação negativa junto ao eleitorado. Mesmo assim, o senador continua sendo um dos principais nomes do campo político testado na pesquisa, embora com resistência elevada.

Apesar da alta rejeição, Lula segue liderando os cenários de primeiro e segundo turnos simulados pelo Datafolha. Em uma eventual disputa direta contra Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 48% das intenções de voto, contra 43% do senador. O resultado sugere vantagem do presidente em um confronto direto entre os dois nomes.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios nos dias 22 e 23 de julho. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026.

 

 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Ilhéus perde 300 moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural

Marão lamenta exclusão e pede união em defesa da população do campo. 


A confirmação de que Ilhéus ficou fora da seleção do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, motivou o ex-prefeito Mário Alexandre a se manifestar. Em tom de lamento, Marão destacou a importância das 300 moradias para agricultores e pescadores e lamentou a perda dessa oportunidade para famílias que dependem do programa para conquistar moradia digna. Ele ressaltou que o acesso à habitação é uma política pública essencial para garantir dignidade e melhores condições de vida às comunidades rurais.

"Espero que todos os esforços sejam feitos para que Ilhéus recupere essa oportunidade”, afirmou. 

"Quando o assunto é o bem da nossa população, especialmente daqueles que mais precisam, é momento de união e de diálogo. Tenho confiança de que o município poderá voltar a disputar esses investimentos e garantir esse direito às famílias da zona rural.” Avaliou. 

Para Marão, a habitação rural representa mais do que a construção de casas: é investimento em cidadania, desenvolvimento e valorização das pessoas que produzem e impulsionam a economia local. 


Adélia relembra resistência à implantação do Curso de Medicina da UESC

Professora integrou a comissão responsável pelo projeto


A professora e médica Adélia Pinheiro relembrou a resistência enfrentada pela Universidade Estadual de Santa Cruz para implantar o primeiro curso público de Medicina no interior da Bahia. Criada em 2001, a graduação abriu uma nova etapa na história da Uesc e ampliou o acesso à formação médica fora de Salvador.

Adélia integrou a comissão responsável pelo projeto. Na época, setores ligados à capital questionavam se uma universidade do interior teria condições de formar médicos com qualidade. A posição contrariava o desejo da população de Ilhéus, Itabuna e dos demais municípios da região.

Para Adélia, a resistência refletia uma visão centralizadora que negava ao interior o direito de protagonizar a formação de profissionais de saúde. “Os grupos conservadores, principalmente da capital, negavam esse protagonismo ao interior da Bahia. Isso não tem muito tempo. Essa resistência ocorreu no final do século passado”, afirmou a pré-candidata a deputada federal pelo PT, hoje (24), em entrevista ao Revista das Cidades, programa da Rede Portal e da rádio Terra do Sol FM, de Coaraci.

O projeto avançou depois de receber a chancela do Conselho Estadual de Saúde. A decisão encerrou a controvérsia institucional e permitiu à Uesc preparar a estrutura acadêmica necessária para abrir a primeira turma.

*MODELO DE ENSINO*

Para formatar o curso, o grupo responsável pela implantação escolheu a Aprendizagem Baseada em Problemas, conhecida pela sigla PBL. O modelo aproximava o estudante de situações concretas e integrava a formação clínica às necessidades de saúde da população. Tratava-se de uma metodologia inovadora no ensino médico brasileiro daquele período.

“Implantamos o curso dentro de um modelo avançado chamado PBL. Era um método que já vinha sendo recomendado para a formação médica”, explicou Adélia. A proposta pedagógica também provocou resistência. “Começou-se a dizer que não era bem Medicina, que era sanitarista”, recordou.

Os primeiros resultados ajudaram a desmontar as críticas. “Quando a primeira turma fez as provas de residência, teve uma alta aprovação. Depois, a avaliação nacional mostrou que o curso estava entre os principais do Brasil”, relatou Adélia.

A participação na implantação do curso integra uma trajetória de 32 anos de Adélia na Uesc. Ela ingressou na universidade por concurso público, em 1990. Além da docência, ocupou funções de gestão e chegou à reitoria. Depois, foi secretária de três pastas do Governo do Estado (Ciência, Tecnologia e Inovação; Saúde; e Educação).