A produção literária do Coletivo Leia Bahia foi um dos grandes destaques da Bienal do Livro Bahia 2026, realizada em Salvador, garantindo visibilidade ao trabalho de professoras escritoras da Rede Estadual da Bahia. No Estande Leia Bahia, vitrine de grande sucesso no evento, as 12 autoras participantes conquistaram leitores, vendas e o importante reconhecimento à diversidade literária e à potência da produção intelectual feminina vinculada à educação pública. O espaço atraiu educadores, estudantes e demais visitantes interessados em conhecer e comprar as obras, confirmando a qualidade e relevância das produções.
Representando diferentes territórios de identidade, entre eles, o Metropolitano, Litoral Sul, Piemonte do Paraguaçu e Irecê, as professoras lançaram 21 títulos em múltiplos gêneros como a literatura para as infâncias, crônicas, poesia e pesquisa acadêmica. A programação foi ampla e diversificada, com rodas de conversa, bate-papos com escritoras e contações de histórias. O Estande Leia Bahia consolidou-se como um espaço de encontro e troca que conectou leitores de todas as idades.
Para as organizadoras desta ação do Coletivo Leia Bahia, as educadoras Elisa Oliveira, Kalypsa Brito e Luh Oliveira, o balanço do evento é muito positivo, com resultados que superaram as expectativas. "Adquirir um estande de forma colaborativa em um evento da dimensão de uma Bienal do Livro foi uma ação ousada do nosso Coletivo. Nosso objetivo, plenamente alcançado, era reafirmar o compromisso e a potência das produções literárias das professoras baianas”, afirma Kalypsa. “Mais que atingir a meta coletiva, pudemos vivenciar a felicidade de cada professora escritora tendo a oportunidade de ver suas produções valorizadas, desejadas pelo grande público”, completa a professora Elisa.
O espaço também recebeu importantes visitas institucionais, reforçando o reconhecimento ao projeto, como a ex-secretária de Educação da Bahia, professora Rowenna Brito, a presidenta das Voluntárias Sociais e primeira-dama do Estado, professora Tatiana Veloso, a secretária de Educação da Bahia, Luciana Menezes, o diretor da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, a Secretária do Conselho Estadual de Assistência Social da Bahia, Sarana Brito, além da equipe da Secretaria de Educação formada por Joyce da Paixão, Fábio Santos e Xandão.
*Experiência transformadora*
Para escritoras participantes, a experiência foi profundamente transformadora. "Eu já participei de muitas bienais, mas nunca me senti tão feliz, como nesta Bienal da Bahia, e também nunca vendi tantos livros. Parece que houve um reconhecimento. As colegas escritoras sabem o valor e a importância de escrever e, ao mesmo tempo, trabalhar. Estou gratificada por participar com o Coletivo Leia Bahia”, comemora a escritora Nádia Virgínia.
Para Renata Lima, a participação na Bienal, através do Coletivo Leia Bahia, foi um marco na carreira. “Consegui fazer rodas de conversa, lançar minha obra ‘Meus curtos-circuitos’, atraindo leitoras, promovendo trocas importantes com outras escritoras do estande e criando conexões entre nossas escritas, nossas vidas, lutas e caminhos. Estou muito satisfeita e feliz”, revela a escritora.
O momento coletivo também foi celebrado pela autora Cátia Hughes: "Quero expressar minha alegria por fazer parte deste momento tão significativo. Este é um marco para nós que escrevemos e também laboramos em sala de aula, agregamos estas dimensões, e é com muita alegria que vi os livros sendo manuseados por crianças e adultos.”
O sucesso do Estande Leia Bahia reafirma a força da escrita produzida por educadoras e evidencia o papel fundamental da literatura como ferramenta de transformação social, valorização territorial e fortalecimento de trajetórias coletivas.




