terça-feira, 1 de abril de 2025

Placa do Ministério Público indicando construção de sua sede na Avenida Soares Lopes, causa estranheza em Ilhéus

 


A cidade de Ilhéus amanheceu hoje dia primeiro de abril como uma surpresa que mais parece uma dessas piadas alusivas ao dia da mentira, de tão estapafúrdia. Trata-se uma placa de obra indicando que haverá a construção da nova sede do Ministério Público do Estado da Bahia, "Futuras Instalações da Promotoria de Justiça Regional de Ilhéus", diz a placa,  em plena área verde da avenida  Soares Lopes.

Num local onde antes se considerava impensável uma construção de qualquer porte, hoje recebemos a noticias  de que será erguido um prédio. É verdade que já passamos por isso antes e uma açaiteria foi erguida nesta área apresar de muita reclamação e esperneio de vários setores sociais. Vemos a área verde da avenida  tomada por barracas de aparência duvidosa, trailers escangalhados e que decidimos chamar de praças de alimentação, uma delas é até organizada é verdade, mas já se formam mais duas sem nenhuma reação contrária, além de mato, lixo esgoto e abandono que se arrastam por décadas.

Porém, o que vemos agora é essa ocupação oficial já que imaginamos, não iria o Ministério Público Estadual anunciar que vai erguer ali sua sede regional, se não tem ciência, autorização e licenças para uma obre deste porte. 

Em sendo assim cabem as perguntas: quem autorizou? quem viu o projeto? quem foi informado sobre? O certo é que a surpresa e incredulidade são imensas e a sociedade está além de surpreendida, decepcionada pois,  quem deveria ser buscado para defende-la agora a está atacando, afinal a história toda é tão absurda que parece mentira ou piada. Uma área pública destinada ao convívio social, parque Verde, desenvolvimento do turismo, cultura e esportes ser ocupada desta forma tão intempestiva, onde jamais se imaginou esse tipo de estrutura, é no mínimo desrespeitosa. Isto seria feito em Boa Viagem no Recife, na Oceânica em Salvador, em Copacabana no Rio de Janeiro? Para estas questões ousamos dizer que não.

E os questionamentos seguem: quem vai proteger a população? A Prefeitura de Ilhéus vai mesmo permitir? a Câmara de Vereadores não vai intervir? e os defensores da cidade que tanto gostam de propalar que a amam, concordam? Por enquanto são só perguntas já que certeza e informação mesmo o povo não tem nenhuma.

    

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